Stand de feira não tem preço de tabela. E quem te passa um número antes de saber a metragem, o pavilhão e a data costuma cobrar a diferença depois.
Isso não é falta de transparência, é a natureza do serviço: o mesmo projeto custa diferente em feiras diferentes, e às vezes custa diferente na mesma feira dependendo de quando você fecha. Este guia explica o que compõe esse valor, para você conseguir ler um orçamento e comparar propostas sem se perder.
Uma distinção que confunde muita gente: na maior parte do mercado, incluindo a Arquiplano, o stand é locado. Você paga pelo projeto, pela produção e pelo uso da estrutura naquela edição. O stand não fica seu depois, ele é desmontado e volta para a montadora.
O que está dentro do valor do stand
Um orçamento de montagem costuma reunir estas frentes:
- Projeto. Desenho do stand, plantas, elevações e as imagens que você usa para aprovar internamente.
- Produção. Marcenaria, estruturas, pintura e acabamento, feitos antes da feira.
- Comunicação visual. Impressão e aplicação das artes, logos e painéis.
- Logística. Transporte do material até o pavilhão e de volta.
- Montagem e desmontagem. Equipe no pavilhão dentro da janela de horário que o promotor libera.
- Mobiliário e equipamentos. Balcões, banquetas, vitrines, televisores, painel de LED e iluminação.
- Documentação técnica. Aprovação do projeto junto ao promotor e as responsabilidades técnicas exigidas.
O que faz o preço subir
| Fator | Por que pesa |
|---|---|
| Metragem | É o primeiro multiplicador de tudo: mais piso, mais estrutura, mais material, mais horas de montagem. |
| Tipo de montagem | Stand construído custa mais que misto, e misto mais que básico. A diferença está no guia de tipos de stand. |
| Altura e elementos suspensos | Testeira alta, pórtico e estruturas penduradas exigem cálculo, aprovação e às vezes rigging contratado do pavilhão. |
| Piso elevado e mezanino | Mudam o cálculo estrutural e costumam disparar exigência de responsabilidade técnica e laudo. |
| Acabamento | Marcenaria com curvas, superfícies especiais e detalhes de iluminação levam mais horas de produção. |
| Tecnologia | Painel de LED, telas grandes e interação consomem equipamento, cabeamento e carga elétrica. |
| Prazo curto | É o fator mais subestimado. Produzir em regime de urgência significa hora extra, frete especial e menos margem de negociação com fornecedor. |
| Número de faces abertas | Stand de ilha, aberto nos quatro lados, exige acabamento em todas as faces. Um stand de esquina ou de parede, não. |
O que faz o preço descer
- Decidir cedo. É a economia mais fácil de todas e a única que não tira nada do projeto.
- Simplificar a geometria. Linhas retas e módulos padronizados produzem mais rápido que formas curvas, sem necessariamente perder impacto.
- Concentrar o investimento onde o visitante olha. Testeira e fachada vendem. O fundo do depósito, não.
- Reaproveitar o conceito entre feiras do mesmo ano. Mesmo com locação, manter a mesma linguagem de projeto reduz o tempo de desenvolvimento.
- Definir a comunicação visual junto com o projeto. Arte que chega em cima da hora costuma gerar reimpressão.
Os custos que não estão no orçamento da montadora
Essa é a parte que mais surpreende quem expõe pela primeira vez. Além do stand, existem valores cobrados pelo promotor ou pelo pavilhão, diretamente do expositor:
- O espaço em si. O metro quadrado do piso é contratado com o promotor da feira, não com a montadora.
- Energia elétrica. Cobrada por ponto e por carga, com prazo de contratação próprio e preço maior fora dele.
- Internet e telefonia.
- Limpeza e segurança do stand durante o evento.
- Taxas do pavilhão. Credenciamento de montadora, caução de montagem, uso de doca e horário estendido de montagem.
- Credenciamento da equipe comercial e de montagem.
Quando for comparar duas propostas, confira primeiro se as duas incluem as mesmas frentes. É comum uma parecer mais barata só porque deixou transporte, mobiliário ou comunicação visual de fora.
Como pedir um orçamento que dá para comparar
Mande estas informações de uma vez e você recebe propostas no mesmo formato, em vez de cinco planilhas diferentes:
- Nome da feira, datas e pavilhão
- Metragem contratada e formato do espaço (ilha, esquina, parede ou corredor)
- Quantas faces ficam abertas
- O que precisa existir dentro: balcão, depósito, lounge, vitrine, sala de reunião
- Se vai ter TV, painel de LED ou qualquer equipamento com carga elétrica
- Quantas pessoas vão atender no stand ao mesmo tempo
- Se já existe manual do expositor e identidade visual aprovada
Quer um número real para a sua feira?
Com a feira, a metragem e o formato do espaço a gente monta o orçamento em cima do seu caso, já contando prazo de aprovação e as exigências do pavilhão.
Falar com a ArquiplanoVeja também: o que está incluso na montagem de um stand ›
Perguntas frequentes
Quanto custa um stand de feira?
Não existe valor fechado: o preço é formado por metragem, tipo de montagem, altura, acabamento, tecnologia e prazo. Um stand básico de 9 m² e um stand construído de 100 m² com mezanino estão em faixas completamente diferentes. Para um número confiável é preciso informar a feira, a metragem e o formato do espaço.
O valor do stand inclui o espaço na feira?
Não. O metro quadrado do piso é contratado diretamente com o promotor do evento. A montadora cobra projeto, produção, comunicação visual, logística, montagem e desmontagem.
O stand fica meu depois da feira?
No modelo de locação, não. Você contrata o projeto, a produção e o uso da estrutura durante aquela edição. Terminado o evento, o stand é desmontado e o material retorna à montadora.
Fechar o stand em cima da hora encarece quanto?
Não há percentual fixo, mas o efeito é sempre para cima. Prazo curto significa produção em hora extra, frete em regime especial, menos tempo para aprovar o projeto com o promotor e pouca margem de negociação com fornecedores. Decidir cedo é a forma mais barata de economizar.

Conteúdo: Mente Mestra

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